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Indústria dos Materiais de Construção fecha o primeiro bimestre de 2018 com crescimento de 1,5% no faturamento.

A ABRAMAT (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção) divulga nesta sexta-feira a edição de seu índice de fevereiro, apontando crescimento no faturamento deflacionado no bimestre de 1,5%. O resultado positivo, contudo, ainda não significa plena recuperação, uma vez que comparado a Fevereiro/17 as vendas apontam queda de 0,9%.

Considerando o emprego na construção, o mês de fevereiro foi de crescimento de 0,5% no número de postos em relação a janeiro.

 

TOTAL

% de fevereiro/18 comparado a janeiro/18

% de fevereiro/18 comparado a fevereiro/17

Acumulado no ano

Acumulado 12 meses (Móvel)

Faturamento Deflacionado

-5,6%

-0,9%

1,5%

-2,1%

Emprego

0,5%

-1,3%

-1,4%

-4,4%

Analisando os números em maior detalhe, observa-se crescimento no faturamento dos dois segmentos em que se dividem os produtos: base e acabamento. O bimestre foi fechado com crescimento em ambos os setores, porém foram os materiais de base que apresentaram maior expansão nas vendas do bimestre, com 2%, contra 1,2% dos materiais de acabamento.

A entidade entende que chegamos a um ponto de inflexão nas projeções de mercado, indicando tendência de crescimento, ainda que instável, ao longo do ano. As perspectivas da ABRAMAT indicam que em 2018 o setor voltará a crescer, projetando algo em torno de 1,5%.

A previsão para o ano, assim como o resultado do bimestre, vão ao encontro dos últimos números de projeção do PIB divulgados pelo IBGE. A associação ressalta em seu estudo que um crescimento anual de 1,5% não deve ocorrer a partir de um crescimento médio perene, mas sim com a alternância entre resultados positivos e negativos ao longo do ano. “Ainda poderão ocorrer oscilações pontuais nos resultados mês a mês. O varejo, que já conta com um crescimento nos últimos meses, seguirá como setor que puxará a recuperação da cadeia da construção esse ano. A tendência é o mercado das obras imobiliárias voltar a se recuperar apenas no segundo semestre, enquanto que o segmento das obras de infraestrutura deve se recuperar consistentemente a partir de 2019” pontua Rodrigo Navarro, presidente da ABRAMAT.